Candidaturas abertas até 28 de março, consulte o regulamento para mais informações.

O júri da edição deste ano será composto pelos maestros Jorge Matta, que presidirá, Eugénio Amorim, João Santos, Aoife Hiney e Vasco Negreiros.

Jorge Matta

Maestro-adjunto do Coro Gulbenkian, é doutorado em Musicologia Histórica pela Universidade Nova de Lisboa, onde ensinou no Departamento de Ciências Musicais. É investigador do CESEM (Centro de Estudos de Estética e Sociologia Musical). Fez parte da equipa que criou o Doutoramento em Artes Musicais, de que foi o Coordenador. Editor e intérprete, tem-se destacado pela descoberta, recuperação e divulgação do património musical português, realizando a primeira audição moderna de mais de 300 obras vocais e instrumentais de compositores portugueses, e estreias absolutas de obras de Constança Capdeville, Jorge Peixinho, Fernando Lopes-Graça, Filipe Pires, Miguel Azguime e Eurico Carrapatoso.

A sua já longa discografia, a maior parte com o Coro Gulbenkian, é dedicada também à música portuguesa, desde a polifonia seiscentista até aos compositores dos nossos dias. A uma das gravações foi atribuído o Prémio Discobole da Academia Francesa do Disco. Como autor e intérprete gravou para a televisão as séries de programas “Música de Corte no Palácio da Ajuda” (1986), “Tempos da Música” (1988) e “Percursos da Música Portuguesa” (2008). Participou em destacados festivais de música portugueses e estrangeiros (Espanha, França, Inglaterra, Alemanha, Israel, China e Estados Unidos), e dirigiu as mais importantes orquestras em Portugal, para além de outros agrupamentos na Bélgica, Alemanha e Estados Unidos.

Foi Director do Teatro Nacional de S. Carlos e Presidente da Comissão de Acompanhamento das Orquestras Regionais.

Eugénio Amorim

Eugénio Amorim concluiu os Cursos Superiores de Piano e Composição no Conservatório de Música do Porto e posteriormente o Bacharelato em Direção de Orquestra e a Licenciatura em Música Sacra na Escola Superior de Música de Würzburg (Alemanha).

Maestro do Coro da Sé Catedral do Porto de 1994 a 2010. Para além da atividade musical da Catedral, dirigiu cerca de 200 concertos em Portugal, Inglaterra e Alemanha e promoveu a edição de dois CD's com música portuguesa.

A sua atividade estende-se à composição musical de que destacam obras mais recentes como 2 Magnificat (um para coro a cappella, editado pela AVA e outro para Coro misto, 4 trompetes, soprano solo e Órgão), "Salmo 84 - Paisagens Monásticas - Silêncio", assim como diversos motetes; em breve será estreada o 2º acto de uma ópera partilhada com outros 3 compositores.

É doutorado em Musicologia pela Universidade Católica Portuguesa com uma tese intitulada "Prática composicional na música sacra em Portugal na primeira metade do século XVIII - Estudo e edição da obra de João Rodrigues Esteves", prosseguindo a sua atividade de investigação no CECH - Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos da Universidade de Coimbra.

Foi membro da Comissão Instaladora da Escola das Artes da Universidade Católica, onde lecionou desde a sua fundação até 2003, prosseguindo desde então a sua atividade docente no Curso de Composição da Escola Superior de Música e das Artes do Espetáculo do Instituto Politécnico do Porto, onde é atualmente coordenador da respectiva área e membro do Conselho Técnico-Científico.

João Santos

João Santos é licenciado em Música Sacra pela Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa - Porto, onde estudou com Luca Antoniotti (Órgão), Eugénio Amorim (Composição e Direcção de Coros), Cesário Costa (Direcção de Orquestra), Anselm Hartmann (Piano), entre outros.  João Santos tem-se destacado nas áreas de Órgão e Composição, tanto a nível nacional, com o 2º prémio no Concurso Nacional de Órgão do Instituto Gregoriano de Lisboa (2007), como internacionalmente, contactando com célebres organistas como T. Jellema, W. Zerer, M. Bouvard, J. Janssen, F. Espinasse, O. Latry, D. Roth, L. Scandali, entre outros.

Participou nos prestigiados concursos internacionais de órgão em Alkmaar, (Holanda), Freiberg, (Alemanha) e Innsbruck (Áustria). Efectua regularmente concertos por todo o país e estrangeiro, de onde se destacam a Catedral de Westminster (Londres), o Orgelfestival Rhür (Alemanha), a Catedral de Notre Dame de Paris, o St. Christoph Summer Festival (Vilnius), entre outros. Foi solista com a Orquestra Clássica da Madeira durante o Festival Internacional de Órgão da Madeira, 2014. É convidado com frequência para se apresentar como continuista em orquestras, nomeadamente com a Orquestra Filarmonia das Beiras. Como compositor, além de larga produção no domínio da música litúrgica, obras suas têm sido reconhecidas internacionalmente, sendo finalista no Simon Carrington Chamber Singers Choral Composition Competition (EUA) e no Musicaficta International Choral Composition Competition (Itália). No seguimento deste último, as suas obras Jesu Dulcis Memoria e Tryptich foram selecionadas para publicação pela editora Edition Ferrimontana, sediada na Alemanha. A sua transcrição para seis órgãos do Allegretto da 7ª Sinfonia de L. Van Beethoven arrecadou o primeiro prémio no concurso internacional de composição "Órgãos de Mafra", 2017. Na edição de 2019 do mesmo concurso, foi distinguido também com o primeiro prémio, desta vez com uma obra original intitulada “Magnificat”.

João Santos é pianista acompanhador do dueto de contratenores ENCANTO, com quem apresenta uma regularidade de concertos por todo o País, bem como em inúmeras digressões no estrangeiro, nomeadamente França, Suíça, Brasil, Estados Unidos, Bélgica, Inglaterra, Alemanha e Eslováquia.  João Santos Dirige o Coro Carlos Seixas (Coimbra) desde a sua fundação em 2007. De 2010 a 2018, foi organista titular do Santuário de Fátima. É organista titular da Catedral de Leiria desde 2007.

Aoife Hiney

Aoife Hiney concluiu o Doutoramento em Música em 2017 e o Mestrado em Música (Performance – Direção Coral) na Universidade de Aveiro (UA). Tem um Honours Degree em Educação Musical do Trinity College, Dublin.

Estudou direção coral com António Vassalo Lourenço (PT), Bernie Sherlock (IE), David Brophy (IE), Ite O’Donovan (IE), Lilla Gabor (HU) Marco António da Silva Ramos (BR), Neil Ferris (UK) e Vasco Negreiros (PT).

Foi maestrina assistente do coro de câmara New Dublin Voices, várias vezes premiado ao nível internacional. Fundou em 2012 o coro de câmara Voz Nua em Aveiro, e em 2015 a Associação Voz Nua. Maestrina dos três coros integrados na Associação Voz Nua, também dirigiu o Coro Slava (Universidade Nova de Lisboa), o Coro de Academia de Saberes (Aveiro), e também colaborou com o coro masculino Graduale (Aveiro) como maestrina convidada.

É directora artística do FICA (Festival Internacional de Coros, Aveiro), e assistente de direção do festival ZêzereArts. Tem apresentado o seu trabalho académico em congressos nacionais e internacionais. A sua pesquisa tem como enfoque práticas não profissionais de canto coral, formação musical para professores, práticas de investigação partilhadas e o desenvolvimento da literacia musical e educação musical para adultos. Atualmente é investigadora integrada no INET-md, UA e professora adjunta convidada na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico.

Vasco Negreiros

Vasco Negreiros nasceu em Portugal, tendo emigrado para o Brasil aos dez anos de idade, onde iniciou ao piano os seus estudos de música. Mais tarde, estudou Viola d’Arco e Canto, tendo-se especializado inicialmente em Direcção Coral.

Na Alemanha, concluiu o curso de Direcção na Musikhochschule Karlsruhe, seguindo Pós- Graduação (KapellMeister Ausbildung), também em Direcção, na Musikhochschule de Mannheim- Heidelberg. Concluiu em 2005 Doutoramento sob orientação de Owen Rees (Oxford), do qual resultou a edição facsimilada do Livro de varios motetes, de Frei Manuel Cardoso, pela Casa da Moeda – Imprensa Nacional de Portugal.

Como maestro, dirige regularmente o Vocal Ensemble, colaborando como convidado com diversas orquestras, no país e no estrangeiro, principalmente em programas de Música Antiga ou nas interpretações das suas próprias composições, tendo inciado a sua carreira discográfica em 1989, com o CD «Brasil Barroco», que incluía música colonial em primeira audição contemporânea. Desde 1998 é professor no Curso Internacional de Música Antiqua de Daroca (Espanha).

Publicou ainda um CD triplo com a íntegra do ‘Livro de varios motetes’ de Frei Manuel Cardoso, pela editora Althum, assim como o resultado da sua investigação sobre Jerónimo Francisco de Lima: ‘Rabbia, Furor, Dispetto’, pelo selo discográfico Paraty, de Paris, muito elogiado pela crítica internacional. Para crianças, publicou pela editora mPmP (Movimento Patrimonial pela Música Portuguesa) o CD ‘O Gato das Botas’, uma obra pedagógica orquestral de sua autoria.

Vasco Negreiros é Professor de Direcção e de outras disciplinas dos foros prático, teórico e auditivo, na Universidade de Aveiro. Realizou muitas edições musicais, principalmente no campo da Música Histórica e é conferencista e autor de diversos artigos e livros de índole musicológica.

Para além da actividade artística como maestro, dedica-se bastante à composição, tendo sido premiado na Bulgária, pelo seu Amen para coro infantil, realizando residência artística como compositor convidado do Festival Ketewan, na Índia, em 2017. Em 2019 foi o compositor convidado do Festival Estoril Lisboa, para o qual escreveu a obra ‘Peregrinações – sobre o livro de Fernão Mendes Pinto’, interpretada no Mosteiro dos Jerónimos pelo actor Luís Miguel Cintra e pela Orquestra Metropolitana de Lisboa, sob direcção do próprio compositor.